Dani Rabelo

Dani Rabelo

Jornalista do WSCOM Online, sócia e editora-chefe do Portal Mulher de Fato, cantora nas horas vagas, tagarela, observadora, carioca da gema e pessoense de coração.

E tudo começou com um ‘cotoquinho’ de batom

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Dia desses estava lembrando dos meus primeiros contatos com o mundo da maquiagem. Lembro que, quando tinha uns 4 ou  5 anos, minha irmã usava um batom com a embalagem branca e tampinha transparente, porém, a cor era um rosa pink. Como uma clássica irmã caçula, queria copiar os passos da minha irmã. Passava meu dedinho no ‘cotoquinho’ batom e esse ia direto para a minha boca. Ia para o colégio feliz da vida, até que uma professora disse para a minha mãe que achava lindo os meus lábios rosados, essa tratou logo de revelar o meu segredo.

Vagando pela minha memória, impossível não recordar as inúmeras vezes que ficava sentada observando minha mãe se maquiando, usando a sua linha de produtos Payot. Era uma base líquida, com um pó solto, sombra bem marcada, lápis de olho preto estilo gatinho, máscara de cílios, blush com pincel pequeninho e o inseparável batom vermelho. Foi vendo repetidas vezes esse ritual que me interessei pelo mundo da maquiagem, e pegar naqueles objetos não me pareceu nada estranho.

As únicas oportunidades que minha mãe permitia que eu me maquiasse eram nas festas de São João e algum outro acontecimento muito, mas muito importante. Para montar a minha caipirinha, eu fazia uma força para fechar os olhos e outra para esticar os lábios. Um nada de pó, um “q” de blush e sombra rosa, além de pintinhas na bochecha e batom vermelho. Me achava uma princesa da roça, e adorava servir de modelo para a minha mãe, que também se vestia e maquiava à caráter.

Com o passar o tempo comecei a praticar. Minhas primeiras experiências foram desastrosas, o que não poderia ser diferente. Cores exageradas, invasão de sombras, e claro, borrões para todos os lados. O espelho do banheiro era a única testemunha das minhas experiências e da minha evolução.

Ganhei meu primeiro estojo de maquiagem aos 15 anos: seis sombras, um blush, um pincel mini de esponja, uma mini máscara de cílios e um batom. Só usei as sombras, que, apesar de serem em tons diferentes, sempre pareciam ser brancas (Que pigmentação tosca meu Pai – hehehe). Integrava o meu Kit o finalzinho de um pó da minha mãe e um toquinho de lápis preto…E eu estava feliz demais.

Passou, passou e passou o tempo, e hoje possuo muito mais produtos e posso dizer que as revistas femininas, os filmes, as amigas e blogueiras da área me ajudaram, e continuam colaborando muito para o meu desenvolvimento.

Continuo vendo o processo de fazer a maquiagem como um ritual, como nos tempos que admirava a transformação da minha mãe diante do espelho. Só tenho um problema, não consigo desenvolver esse ritual diariamente para ir ao trabalho. Para mim, maquiagem não combina com calor (hehehe). Durante a semana vou de cara lavada, ou melhor de cara lavada com filtro solar, mas nos finais de semana ADORO pegar as minhas “coisinhas” e desenvolver o look do dia.

Não tenho preconceito com marcas, e acho isso o máximo! Descobri coisas boas e terríveis nas lojinhas de R$ 1,99. Descobri coisas boas e terríveis nas lojas de R$ 99,00. Descobri que é bacana ter uma “ruma” de pinceis, mas que aquele velho pincel de esponjinha do kit pobrinho pode quebrar ótimos galhos. Descobri que rímel e curvex não são para mim, mas que o lápis de olho bege me conquistou de vez. Descobri que um olho esfumado levanta uma roupa, e que máscaras de cílio não são todas iguais. Descobri que não gosto de passar pó com pincel, e que base só em dia de grandes produções. Descobri que não vivo sem corretivo, e que batom vermelho é algo que só combina com a minha mãe. Descobri que lápis de contorno para lábios é o máximo, e que os gloss não fazem a minha cabeça. Descobri a beleza nos blushes terrosos e o pavor de comprar um pó facial mais claro que meu rosto. Finalmente, descobri que preciso me controlar e usar tudo o que tenho antes do prazo de validade vencer. Descobri que essa paixão, na verdade, é uma herança, e vou levá-la para o resto da vida =D

PS.: Esse texto é especial para Dona Maura, que continua linda de batom vermelho. Uma homenagem atrasada para o Dia das Mães. Beijo, mãe =D

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