Mayara Almeida

Mayara Almeida

Psicóloga Clínica de Base Analítica, pelo Centro Universitário de João Pessoa - UNIPÊ - CRP 13/5938, atendendo, atualmente, em consultório, crianças, adolescentes e adultos. Especialista em Gestão de Pessoas pelo Instituto de Educação Superior da Paraíba – IESP. Foi aluna especial do mestrado em Psicologia Clínica, na Universidade Católica de Pernambuco - UNICAP. Colaboradora de programas de TV e rádio em emissoras locais. Membro do grupo de escritores Sol das Letras (João pessoa/PB). Escritora no blog: www.mayaralmeida.blogspot.com. Autora e colaboradora de livros que apreendem conhecimentos e informações para apreciadores da psicologia e da literatura romântica: Cuidando do Ser Humano - Diversidades (2014); Entre Nós e Laços (2013); No Compasso do Amor (2011) e Psicanálise e Clínica com Bebês: Sintoma, Tratamento e Interdisciplina na Primeira Infância (2010).

Com que roupa eu vou?

com que roupa eu vou
Consciente ou inconscientemente, ao ficar em frente às nossas roupas e acessórios, escolhemos falar alto sobre a sexualidade ou mascará-la em alguma camada de tecido. As roupas representam uma ponte entre os mundos interno e externo; talvez um desejo de querer ser visto, “aparecer”, assim como na infância acontecia, através de como éramos vestidas (os) pelos nossos pais, buscando ouvir um elogio que massageasse o ego.

Antes de nos apresentarmos oficialmente a alguém, as roupas fazem este papel, dizendo sobre nós, sem precisar de palavra alguma, pois o vestuário tem o objetivo de despertar o olhar do social.

Vestir algo específico é escolher “como eu quero ser”, ou “como desejo que os outros me vejam”, pois sobre a “segunda pele” temos este controle, apenas sobre a segunda. Ainda, é possível que seja uma forma de mascarar o que é real: preto para emagrecer, listras para alongar, decote para valorizar, e etc. Assim, muitas vezes, o que vestimos é colocado acima de valores, demonstrando para aqueles que assim procedem, que para ser é preciso ter, ou seja, ter é ser.

Não é uma questão de certo ou errado, apenas um convite à reflexão, buscando uma compreensão do significado dos nossos atos e equilibrá-los com os nossos objetivos e, óbvio, com as consequências das nossas decisões.

Mayara Almeida

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