Bem Estar

Uma reflexão para o Dia das Mães 2015

Atualizado em: 10/05/2015

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No início você pensava: ser mãe é uma coisa que só os adultos devem saber, um aprendizado para depois. Enganava-se, porque o aprendizado para ser mãe não tem começo, nem é privilégio reservado às mulheres adultas.

Você cresceu, foi mãe e hoje em dia, não dorme quase nada, porque o bebê chora a cada duas horas, não se sabe bem por que, mas mesmo assim você oferece o peito, a mamadeira, o carinho, a presença, o olhar, o contato… E você não desiste, até cochila na cadeira, acordando 2 segundos após, mas continua lá, na busca de descobrir o que é. E descobre, mas não por muito tempo, ele logo, logo, chora de novo.

Então ele cresce e que ótimo, você vai descansar melhor, ficará mais tranqüila. Não mesmo. Agora ele tem energia demais, pesadelos e não consegue dormir, se machuca facilmente, adora correr, pular, fazer barulho, e tudo aquilo que movimente, não importa muito se é dia ou noite. Ele cresce um pouco mais e começa a ter interesses adultos, e agora é que você não dorme, só mesmo depois que ele chegar daquela festa. E que festa sem fim. Mas ele chega, e sabe o que vai fazer? Assistir TV. E você pensa: essa criatura nunca dorme? Mas tudo bem, já está a salvo em casa, agora é o seu descanso.

Uma olhada no relógio: 5:30h da manhã. Você tem que estar no trabalho às 7:00, não vai dar para dormir. Ele adormeceu no sofá, provavelmente sonhando com a festa, e você acordada, sonhando em estar em seu lugar.

A idade do seu filho avança rapidamente, e, incrível, a sua também. Ele resolve sair de casa, para fins produtivos, é claro: casar, estudar em outra cidade, aprender outro idioma, enfrentar um emprego que vale a pena, etc. E você, vai suportar? Nada de choro por perto, ou pesadelos a acalmar, ou ainda festas noturnas a esperar. É, você sobreviverá, mas ele tem que ligar praticamente a cada respiração, ou então, de novo, você não dorme.

Durante todos esses acontecimentos, é importante lembrar que você não deixou de ser mulher, de ir ao supermercado, de estudar, de trabalhar, de ir às reuniões, de organizar as finanças, de procurar as amigas, de usar maquiagem, de dizer não, de tentar um pouco mais. Você permaneceu “super”, no melhor sentido da palavra, com sabor de raridade, porque, mesmo que a realidade provoque o contrário, ser mãe não é algo comum, é uma forma de amar que implica grande quantidade de afeto investido.

Chego à conclusão de que ser mãe é realmente uma atividade interminável, um eterno aprendizado. Concluo também que ser mãe soma ser mulher e ser artista, discretamente perfeita, e a arte das artes é o filho, a arte final. Precisa de inspiração? Olhe um segundo para uma mãe. Nela o amor se recicla e nunca é desperdiçado: ela vê o filho feliz e instantaneamente fica feliz também.

É perfeito. Por isso, e por tantos outros motivos, em tempos em que quase ninguém se olha nos olhos, em que a maioria das pessoas pouco se interessa pelo que não lhe diz respeito, só mesmo agradecendo àquelas que perdoam nossas irritações, indecisões, medos, e ainda gastam muito da sua energia conosco, insistindo, ensinando a acreditar, a não desistir, a amar, a receber amor.
Ter mãe é a sorte de possuir o maior presente de todos. Ser mãe é teoria e prática do amor. Mães, Obrigada!

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