Bem Estar

Seguindo o instinto: Confie em si mesmo.

Atualizado em: 17/07/2016

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Será que vale a penar confiar no nosso instinto? Reproduzimos na íntegra uma matéria que nos mostra que vale a pena sim.

Papai costumava dizer que, quando as pessoas jogam água fria na sua ideia e você continua a acreditar nela é sinal de que talvez esteja certo.

Esse era um modo de dizer que, às vezes, devemos seguir nossos instintos. Falo de emoções e sentimentos que, se levados em conta, podem nos guiar no sentido de boas decisões na hora de enfrentar problemas complexos.

Meu pai, com seu temperamento agitado, estava sempre pensando em uma nova promoção. Quando tinha alguma coisa em mente, carregava consigo um lápis e um bloco, onde anotava as ideias que lhe ocorriam. Às vezes, acordava as três da madrugada e dizia, todo animado: “Achei a resposta!”

Tal como muitos empreendedores bem-sucedidos que conheci, papai confiava mais na intuição do que em planos de negócios e previsões de mercado. Não acredito que ele fosse capaz de explicar como acontecia; nem se preocupava com isso. Mas conseguia descrever como as ideias que brotavam de dentro dele pareciam boas e verdadeiras. Não havia duvidas ou suposições que o atrapalhassem.

Ainda hoje, alguns de seus projetos parecem ousados e impetuosos, mas foram eles que lhe deram destaque. Em 1920, ao assumir a empresa do meu avô, ele mudou a sede para um prédio muito maior e se proclamou um mercador de diamantes embora tivesse apenas 17 anos, pouco estendesse de pedras preciosas e nada mais tivesse a oferecer, a não ser as mercadorias de sempre.

Intuitivamente, ele sabia que os potenciais compradores de diamantes representavam o máximo do comercio de joias. Mais tarde, comprou espaço em jornais de grande circulação e lançou promoções, inclusive viagens de avião e relógios. As pessoas começaram a se referir a ele como “O Homem de Diamante”, o que certamente lhe agradava. (quando o correio entregou uma carta endereçada ao “Homem de Diamante, cidade de Kansas, Missouri”, ele usou o fato para fazer um grande anuncio no jornal.)

Segundo alguns, as ideias de papai deixavam a empresa em apuros. Para ele, porém, as ideias pareciam bias, e geralmente estavam certas. Papai sabia ouvir. Ele gostava de mentores. No entanto, talvez por haver começado cedo e ter sido obrigado a confiar em si mesmo, aprendeu a “desligar”, quando as palavras alheias o desviavam de seu propósito, e a ouvir a pura voz interior que existe em todos nós.

A sua voz interior fala com você através do seu instinto. Não há mistério algum nisso. O instinto, ou a intuição, vem da mente inconsciente, um repositório de todas as experiências de vida. A mente é uma esponja que absorve tudo que você prova, sente, vê, ouve, aprende e vive o dia todo.

A mente consciente não consegue manter registro de todas essas informações, mas cientistas descobriram que a mente inconsciente age sem parar, processando, classificando e arquivando esses dados, de maneira muito semelhante ao computador. Assim você dispõe de todas as informações, quando precisa. Na verdade, a sua mente inconsciente pode ter analisado um problema de que só mais tarde a mente consciente toma conhecimento. Daí aquele sentimento de “arrá!”, quando reconhecemos algo que temos a impressão de saber.

A mente inconsciente tem outra vantagem. Ao contrario da mente consciente, o instinto não e afetado por opiniões conflitantes, inseguranças ou emoções negativas que podem influir no julgamento. Quando entramos em sintonia com nosso eu interior, ficamos mais propensos a travar contato com emoções e sentimentos francos e honestos.

Não é por coincidência que você talvez tenha ouvindo um executivo dizer, depois de fechar um grande negócio: “eu senti que ia dar certo.” Quando Warren Bufeett comprou a Helzberg Diamonds, teve tanta certeza do negocio que eliminou a devida diligencia, para apressar as negociações. Buffet com certeza “fez o trabalho de casa”, mas também teve uma outra resposta intuitiva: “Sinto o cheiro dessas coisas”, disse. “E esta cheira bem.”

Para quem nuca fez, talvez seja difícil prestar atenção aos próprios sentimentos e emoções – em especial para aquele que se acostumou a deixar que os chamados experts lhe digam o que fazer. Experimente durante um mês e veja o que acontece. Uma boa ideia é procurar um local tranquilo, sem ruídos para distrair a atenção. Ou fazer como meu pai. Que fornecia informações à mente e deixava que o subconsciente trabalhasse enquanto ele dormia. Algumas pessoas acham mais fácil despertar ideias inovadoras se estiverem em um ambiente cheio de gente criativa.

Agir com base no instinto pode representar economia de tempo, agilizando a tomada de decisões, em especial quando você tem pressa e não pode experimentar varias opções. As vezes, a intuição falha, mas em geral não é nada tão grave que impeça uma rápida modificação. E, se for o caso, pode impedir uma decisão equivocada.

Confiar no instinto não significa deixar de usar a mente consciente. Os dois atuam juntos. A voz interior pode confirmar soluções sugeridas pela mente consciente, mais analítica, energizando decisões e tornando-as verdadeiramente inspiradas.

Fonte: Sucesso Power.

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