Bem Estar

A saúde começa pela boca

Atualizado em: 02/05/2016

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A população brasileira é uma das que mais têm cuidados com a saúde bucal, porém ainda existe uma parcela que não dá a devida atenção. Segundo pesquisa divulgada em 2015 pelo CFO (Conselho Federal de Odontologia), 68% dos brasileiros vão ao dentista pelo menos uma vez por ano, 11% não costumam ir com frequência, e 2% nunca foram.

É importante ressaltar que a manutenção da saúde bucal é essencial não só para evitar as doenças nessa região, mas para prevenir problemas na saúde como um todo, conforme explicação do ortodontista da clínica Ortoligável, Victor Didier. “A boca é a porta de entrada para diversos tipos de doenças, exatamente por sua relação com sistema digestório e respiratório. No entanto, o que poucas pessoas lembram, é do fato de nossa boca ser revestida por uma mucosa muito fina e dessa forma permitir que algumas doenças também tenham acesso ao sistema circulatório.”

Segundo o especialista, várias são as patologias que podem evoluir para casos mais graves e atingir outras regiões, como tumores, câncer de boca e até a periodontite. “A periodontite, além de poder causar endocardite bacteriana, pode, em pacientes diabéticos, provocar alterações no nível glicêmico. Em pacientes gestantes, processos avançados da patologia podem, inclusive, predispor o parto prematuro”, ressalta Victor.

O caminho inverso também acontece, como ocorre em doenças infecciosas, tais como sífilis, hanseníase, sarampo, varicela, entre outras. “Nesses casos, temos manifestações orais, assim como são encontradas em muitas síndromes, por exemplo, Síndrome de Down, Síndrome “mão-pé-boca” e em doenças autoimunes como o Lúpus Eritematoso Sistêmico”, destaca o ortodontista da Ortoligável.

De acordo com o especialista, o principal caminho para cuidar da saúde bucal é prevenção, com escovação realizada, de preferência, após todas as refeições ou pelo menos após as três principais refeições do dia; o uso diário do fio dental; e consultas, em geral, a cada seis meses, ou, em casos mais delicados, podendo ser a cada quatro ou três meses.

Victor Didier destaca também a alimentação como parte importante do processo. “É sempre importante ter uma alimentação balanceada com presença de vitaminas e minerais, de preferência com baixo teor de açúcar para evitar a formação de cáries. Entre eles, frutas, verduras e alimentos que estimulem a mastigação”, finaliza.

Assessoria

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