Bem Estar

Descubra como lidar de forma racional com sua alimentação

Atualizado em: 02/05/2015

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É comum confundir sinais de ansiedade com fome e desenvolver vícios alimentares

 

Estou com uma enxaqueca terrível! É minha menstruação que está chegando!” Muitas de nós, mulheres, reconhecem esses sinais que o organismo dá. Desde a ovulação até a TPM, conseguimos nos antecipar e nos preparar para o que está por vir. O mesmo acontece quando bate aquela fome de comer um sanduba máster no meio da tarde sem razão aparente? Você sabe de onde vem esse desejo? E, depois de devorar o lanche, sabe a hora de parar quando seu estômago já está satisfeito?

Um dos motivos de por que algumas pessoas se tornam obesas ou desenvolvem vícios alimentares é que elas ignoraram ou perderam a consciência dos sinais do apetite. “Mais precisamente, muitas de nós confundem sintomas emocionais, como ansiedade, com a fome”, diz Katie Rickel, psicóloga americana expert em perda de peso. A explicação: tanto a fadiga quanto o stress elevam o nível do hormônio cortisol, substância considerada um dos gatilhos da vontade de comer. Em outras palavras, quanto mais exausta ou agitada estiver, maior será sua tara por alimento.

É claro que essa escolha é mais fácil na teoria do que na prática. Mas vale a tentativa. Um estudo recente da Universidade Estadual de Kent (EUA) revelou que estratégias relacionadas à consciência alimentar aumentam significativamente a saciedade das pessoas após as refeições. Entrar na própria cabeça e brecar alguns desses impulsos leva um tempo, já que é preciso descobrir do que seu corpo realmente precisa. Mas WH está com você nessa jornada. Dê o primeiro passo com a gente!

COMA DEVAGAR

Um caminho fácil para começar é manter um ritmo razoável na hora da refeição: coloque os talheres na mesa e as mãos sobre o colo entre as mastigadas. “Para atingir a saciedade, é fundamental trabalhar os sentidos: olhar, cheirar, tocar e mastigar”, sugere Vanessa Leite, nutricionista de Porto Alegre e especialista em psicologia do emagrecimento. “Quando comemos rápido e mastigamos pouco, temos ainda mais vontade de comer porque não demos tempo para que o cérebro perceba que já estamos satisfeitos”, explica Paula Castilho, nutricionista de São Paulo. Depois de um tempo, você se acostuma a mastigar mais devagar.

DEIXE A COMIDA À MOSTRA

Quando come uma guloseima direto do pacote, o que acontece? 1) Você devora tudo até que o saquinho esteja vazio. Ou 2) Você não tem a menor ideia da quantidade de comida que ingeriu. “É fácil consumir mais calorias quando não estamos prestando atenção na porção dos alimentos,” diz Lesley Lutes, professora de psicologia da Universidade da Carolina do Leste (EUA). “Visualizar a comida ajuda você a se sentir satisfeita”, completa Lesley. Então, independentemente do quanto ingere, use um prato ou uma tigela. Outro truque: deixe sobrar um pouco de alimento (mas sem megadesperdícios, ok?). Depois de um tempo, você terá condicionado corpo e mente a parar de interpretar um prato vazio como o estômago cheio.

CORPO E CÉREBRO SATISFEITOS 

Participantes de um estudo publicado no periódico Complementary Therapies in Medicine relatam as mudanças depois de comer de forma consciente por seis semanas

ELIMINE DISTRAÇÕES

Parece que realizar várias tarefas ao mesmo tempo é essencial à sobrevivência. Mas comer enquanto trabalha, responde e-mails ou assiste à televisão pode fazer você consumir mais alimento do que precisa. Um estudo do periódico American Journal of Clinical Nutrition descobriu que pessoas que almoçam sozinhas se sentem menos empanturradas. Então, mantenha o foco no prato.

AJA COMO UMA CRÍTICA EM GASTRONOMIA

A cada garfada, preste atenção nos detalhes do que está comendo. Perceba a textura e o cheiro, procure identificar os temperos e ingredientes usados, sinta o sabor de cada fruta ou legume. “Saia da mesa com vontade de um pouco mais e nunca completamente satisfeita, até porque a saciedade ocorre de dez a 20 minutos depois da ingestão do alimento”, explica Vanessa.

CAPRICHE NA APRESENTAÇÃO

A disposição da comida no prato faz toda a diferença. “Se você comer um peixe grelhado destroçado e uma salada bagunçada, a saciedade demora mais para vir”, conta Vanessa. Porém, se consumir o peixe (com cuidado no preparo para não despedaçar) e a salada (bem distribuída e colorida) em um prato bonito, você já inicia a degustação pelos olhos. É verdade. “Antes mesmo de colocar o alimento na boca, já começará a se sentir satisfeita.”

Fonte: Da Redação com MdeMulher

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