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A campanha “Põe no Rótulo”, promete bombar na internet.

Atualizado em: 19/03/2014

Supermercado - põe no rótulo

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Começa a ganhar cada vez mais força nas redes sociais a campanha “Põe no Rótulo”, que promete trazer alívio para adultos e crianças que convivem com problemas de alergia alimentar. Criada há pouco mais de vinte dias na rede social Facebook, já conta com cerca de 19 mil curtidas e muitos famosos apoiando a ação. A campanha luta pela inclusão de informações mais claras nos rótulos de produtos industrializados sobre a presença de alimentos alérgenos ou de traços desses alimentos nos produtos.

Para conscientizar os fabricantes, os organizadores querem mostrar à sociedade sobre os riscos que a falta de informações nos rótulos pode trazer para as pessoas que têm alergia. Dependendo do grau de sensibilidade, o alérgico pode ter choque anafilático, fechamento da glote, além de outras reações graves que podem levar, inclusive, à morte.

Segundo a nutricionista do Hapvida Saúde, Suzele Lima de Souza, quem tem alergia ou intolerância a certos alimentos pode apresentar vários sintomas como resposta da presença dessas substâncias na dieta: coriza, erupção cutânea, inchaço e formigamento na língua ou lábios, rouquidão, respiração ofegante, tosse, náuseas, vômitos, dor de estômago, diarreia. Crianças podem apresentar dificuldade no ganho de peso, e de forma mais grave pode ocorrer anafilaxia, quando vários desses sintomas ocorrem simultaneamente, provocando a diminuição da pressão arterial, estreitamento das vias aéreas pulmonares e inchaço da língua.

Os criadores da campanha defendem que a informação sobre a presença dos principais alimentos alérgenos ou traços desses alimentos – leite, soja, ovo, trigo, amendoim, oleaginosas, frutos secos e peixes – esteja clara e em destaque nos rótulos, a exemplo do que já ocorre com o glúten, substância proibida para quem tem a doença celíaca. A Lei 10.674/2003 tornou obrigatória as inscrições “contém glúten” ou “não contém glúten” nas embalagens dos alimentos industrializados.
“Se as informações não estão claras no rótulo, oriento que não deva comprar, ou então, o consumidor deve buscar informações sobre o produto junto ao serviço de atendimento ao consumidor (SAC) da empresa alimentícia”, orienta Suzele Lima.

Fonte: Assessoria

 

 

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