Bem Estar

As consequências das agressões no desenvolvimento das crianças

Atualizado em: 16/06/2016

Depressão

De acordo com os dados mais recentes do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a cada dia, morrem 28 crianças e adolescentes, com crescimento alarmante no número de homicídios que passou de 5 mil, em 1990, para 10.500, em 2013. Como forma de alerta e para reforçar a proteção infantil, a Organização das Nações Unidas (ONU) criou em 1982 o Dia Mundial das Crianças Vítimas de Agressão, celebrado no último sábado (4).

Para a ONU, as quatro principais categorias de violência são os abusos físicos, sexuais, psicológicos e negligências. Essas formas de agressão contra as crianças, quando não levam à morte, podem desencadear profundos traumas que perduram até a vida adulta. O psicólogo do Hapvida Saúde, André Assunção, explica que todos os tipos de violência geram traumas, mas que algumas pessoas terão mais transtornos que outras, isso varia de acordo com a estrutura psicológica de cada um.

“A pessoa pode se mostrar mais fechada e de difícil acesso aos outros. Pode se fechar a ponto de manter dificuldades de relacionamentos, mostrar perfil irritado, tristeza, infelicidade e até mesmo antissociabilidade. Esse tipo de perfil problemático por conta de um trauma pode ser observado tanto em adolescentes quanto em adultos vítimas de violência”, esclarece.

Quando a violência acontece no ambiente familiar os transtornos se agravam, pois há uma quebra no vínculo afetivo. “Se fosse em outros ambiente, a pessoa terá a família para apoiar-se. Geralmente, filhos que apanham ou sofrem violência na infância apresentam na vida adulta os reflexos do que ocorrera no passado”, afirma o psicólogo.

No entanto, como a violência pode acontecer em vários ambientes, é preciso que os pais estejam atentos às mudanças de comportamento de seus filhos, já que isso pode ser o indicativo que de algo está errado com a criança. “Normalmente elas ficam mais reservadas, com medos frequentes de coisas simples, como o toque, o olhar, a voz em tom alto. Também pode-se observar marcas no corpo, dores frequentes, sono, pesadelos e baixa autoestima. Caso a violência seja na escola, por exemplo, a criança pode não apresentar interesse de ir para o colégio. Ela tende a se esquivar dos ambientes que a ameaçam”, explica André Assunção.

Fonte: Assessoria

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