Beleza e Moda

Tricô é a aposta da cosmopolita grife grey

Atualizado em: 16/10/2012

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 Eduardo Mahfuz Toldi tem contato com o universo da moda desde que se conhece por gente. Sua avó, Elena Kalil Mahfuz, foi considerada uma das mulheres mais elegantes do mundo pela revista Time nos anos 1970 e sua mãe, Eloisa Mahfuz, está no ramo da confecção de tricô há mais de 30 anos. “Minha família é minha influência. Cresci cercado pela moda e desde criança sou acostumado a dar palpite nas criações”, diz. Eduardo sempre foi fascinado pelas artes e até viveu um dilema. Na época do vestibular, chegou a pensar em arquitetura, mas acabou optando por economia, que cursou na Fundação Armando Álvares Penteado (Faap). Em 2009, no entanto, resolveu largar o mercado financeiro. “Era feliz, mas buscava algo a mais. A necessidade e a vontade de me expressar me atormentavam.”

Depois de muita pesquisa e muitas ideias, em janeiro de 2010, surgiu a Egrey, sua grife. O nome da marca possui um significado especial para ele, pois é a junção das iniciais de seu nome e de sua mãe, com a palavra grey, cinza em inglês. “Na época, só usava cinza para me vestir e também acho que essa cor remete ao DNA da marca, que é cosmopolita e urbana”, explica. Fã da vertente minimalista e de grafismos, Eduardo cria peças sofisticadas e contemporâneas, misturando diferentes materiais, como couro, seda e tricô – carro-chefe da label. “O diferencial da Egrey é ter o know-how de como fabricar um bom tricô”, reforça. Para se inspirar, o designer, de 26 anos, explora seus ídolos do cinema, da literatura, da música e também as coisas simples do cotidiano. “De um livro ao comportamento das pessoas na rua. Tudo é inspiração. Organizo meus pensamentos e trago para as reuniões”, explica. Além de uma equipe de estilo, composta de oito pessoas, Eduardo tem outro segredo no processo de criação: estilistas convidados. “André Lacerda e Ivan Nunes já me ajudaram no desenvolvimento e Pedro Lourenço colaborou no styling das campanhas.” Com preço médio de 350 reais, as peças são vendidas em lojas multimarcas de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e em alguns ecommerces, além de serem exportadas para o Japão. Pelo visto, o tricô da Egrey ainda vai render muito pano para a manga.

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