Beleza e Moda

SPFW: Os quatro nomes que estreiam na temporada verão 2015

Atualizado em: 18/03/2014

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Vem aí mais uma edição do São Paulo Fashion Week. Marcado para os dias 31.03 a 04.04, o evento será realizado, mais uma vez, no Parque Vila Lobos, com a apresentação das coleções para o verão 2015. Vogue Brasil é co-curadora do line-up, que nesta temporada ganha força com a entrada de quatro novos nomes: Giuliana Romanno,Lilly SartiLolitta e Wagner Kallieno.

Giuliana Romanno é um nome conhecido – desde sua criação, em 2006, a etiqueta chegou até mesmo à gaveta de lingerie da fashionista brasileira. Bem estabelecida na indústria fashion e com uma flagship store fincada no bairro paulistano dos Jardins, a estilista chega à semana de moda com uma coleção que pretende mostrar de que é feito seu DNA de moda. “Tenho mais é que apresentar o verdadeiro estilo da marca”, diz ela, que criou as peças de seu desfile como uma tradução mais sofisticada da coleção comercial já desenvolvida.
Pense, então, que os aproximadamente 30 looks que vão riscar a passarela serão baseados na alfaiataria, com construções de modelagem um tantinho mais elaboradas através de recortes que deixarão, com inteligência, uma porção de pele à mostra nos dias quentes. Além disso, a influência esportiva presente desde sua primeira coleção também estará lá. “Não posso fugir disso, está na veia” (e até literalmente, uma vez que Giuliana viveu parte de sua vida como atleta e, fun fact, chegou a viajar para Cuba como parte de sua bem sucedida trajetória no nado).

Dando continuidade às parcerias que firma com colaboradores criativos, ela convida um artista plástico pra assinar a estampa de tom minimalista da coleção, que deve se espalhar por parte das peças casuais-chiques e respingar nos três ou quatro cocktail dresses que apresentará. “Ainda que os looks sejam mais elaborados do que na coleção regular, cada um deles será vendido na loja como uma edição especial e limitada da marca”, completa.

As irmãs Lilly Renata Sarti uniram suas forças profissionalmente em 2006, após várias amigas levarem para os próprios closets itens desenvolvidos por Lilly e capitaneados pelo tino de business de Renata. A empreitada decolou rápido: meses após seu primeiro desfile, as peças ganhavam as araras da Daslu e, de lá, recheavam os looks de uma turma antenada com seu mix de itens nada óbvio, inteligentemente cool. Anos depois, as peças ganham uma flagship store nos Jardins, sua butique no shopping JK Iguatemi (as cariocas ganham, em abril, um endereço no Fashion Mall) e mais 60 pontos de venda pelo Brasil.
A cada novo hit das araras, a marca foi aumentando também os padrões de cada apresentação – dos get togethers entre amigas e clientes da marca a desfiles. O próximo passo? A estreia no São Paulo Fashion Week. “Recebemos o convite para ingressar na semana de moda há algum tempo e fomos amadurecendo a ideia”, conta Renata em conversa com a Vogue Brasil sobre a novidade. ”Hoje, a marca está em total sintonia com o profissionalismo necessário para ingressar em um evento com esta projeção, o que nos exige um pouco mais no que diz respeito a conceito, mas sempre nos preocupamos muito em deixar evidente o DNA de nossa marca”.

A fila A da label, sempre incensada, pode esperar o resultado da influência do ano do cavalo na coleção que sobe à passarela. “Continuamos seguindo esta linha forte de etnia com nossas franjas, detalhes feitos à mão, com o couro; a ligação com o tema vem também com o uso do devorê”, antecipa Sarti sobre o que será visto em seu primeiro desfile no evento. Há espaço para a ansiedade há cerca de duas semanas do début? “Não estamos nervosas, já a ansiedade é natural a cada passo dado da marca – e este é um passo muito importante. Estamos ansiosas para ver o resultado do trabalho como um todo!”, finaliza.

Lolitta é um nome que, logo de cara, pode evocar a imagem de uma garota. Mas isso Lolitta Zurita Hannud não é: aos 26 anos, seis deles por trás da marca que leva seu nome, a estilista tem suas criações distribuídas em duas boutiques próprias (uma delas, no disputado shopping JK Iguatemi) e mais de 60 lojas multimarcas, que alcançam clientes em 10 diferentes países. Coisa de uns cinco anos atrás, quando os bandage dresses de Hervé Leger eram a pedida das it-girls para cair na pista de dança, foram dela as melhores versões que surgiram no mercado nacional fazendo uso da fórmula mágica que misturava a modelagem body-con à técnica do tricô.
Se ela imaginou que nessa escalada seu próximo passo seria levar a marca para uma fashion week? “Comecei a me envolver com moda aos 12 anos, então era um sonho de menina que já havia passado pela minha cabeça”, confessa. É com olhar de gente grande, no entanto, que ela comanda a produção dos quase 25 looks que vai levar ao catwalk, cada um deles feito 100% de tricô sob seu rígido controle de qualidade (e, detalhe, em menos de um mês). “Vamos fazer apostas para a estação, como a cartela de cores que inclui muitas variações de bege combinadas ao vermelho, por exemplo, mas manteremos na silhueta o traço feminino e sexy que sempre acompanhou as coleções da marca”, revela.

“Recebi a notícia de que iria desfilar um mês antes do evento e quase enlouqueci”, conta ​Wagner Kallieno, estilista potiguar de 28 anos, “imediatamente me mudei para São Paulo, e iniciei a criação da coleção”. Embora pouco conhecido em araras paulistanas, seu trabalho é bem falado na rodinha fashionista do nordeste brasileiro e agrada através dotwist sexy de peças atemporais. Para a estreia no evento, Wagner quis homenagear as riquezas naturais e o trabalho com bordado típicos de seu estado, seguindo uma temática solar. “Natal é a cidade onde o sol nasce primeiro e brilha o dia inteiro. Me inspirei nas sensações que ele desperta em mim e nas demais pessoas que visitam a cidade”, revelou.

Espere por um mix de peças feitas com base em tecidos naturais como linho e seda pura, com interferências de fios de metal e bordados com pedrarias. Os bordados aqui, ele ressalta, fogem do estilo rococó e flertam com o cool. “Busquei técnicas artesanais do nordeste, mas trouxe uma nova leitura, mais moderna”, garante. Os vestidos de festa, carro chefe de sua marca, surgirão nas versões longa e no atualíssimo mídi, dentro de uma cartela de cores com tons de bege e muito dourado. Especialmente para o show, o estilista criou, pela primeira vez, cinco modelos de sandália, além de um cinto para arrematar as produções. Atualmente, a marca é vendida em mais de 40 pontos de vendas espalhados pelo Brasil e a primeira loja própria está a caminho: “Abrirei em breve um espaço, em Natal”, finalizou.

 

Fonte: Vogue

 

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