Beleza e Moda

Resista se puder: Mahamudra, o treino-hit poderoso

Atualizado em: 23/05/2014

maha1

Três vezes por semana, grupos de 20 e poucas pessoas – a maioria com o corpo atlético e em pleno juízo da razão – vão ao Parque do Ibirapuera, em São Paulo, fazer um dos treinamentos físicos mais penosos de que se tem notícia. A Mahamudra combina lutas marciais, esportes aeróbicos, crossfit e exercícios de ioga e de calistenia (abdominais, flexões de braço, barras), realizados sempre ao ar livre, em aulas de curta duração e muita intensidade.

Criada no ano passado pelo atleta paulista Cesar Curti, a modalidade já reúne 250 adeptos – e tem outros 400 interessados em lista de espera. “Treinamos até 25 alunos por vez, limite de praticantes a quem os coaches conseguem dar atenção”, explica Cesar. Ex-modelo, o professor passou oito anos viajando pela Ásia, onde aprendeu a unir corpo e mente na busca da saúde e boa forma. De volta a São Paulo, criou o novo treino, batizado com uma palavra oriental cujo significado se aproxima de “hiperconsciência”. “Amo esporte. Fiz vôlei, MMA, atletismo e kung fu e sei que nenhum deles pode trabalhar o corpo todo de uma vez. Daí juntar várias modalidades, inclusive meditação e técnicas respiratórias, para obter um resultado mais completo.”

Confiante no meu preparo físico (pratico diariamente ashtanga, linha de ioga que exige bastante condicionamento, força e flexibilidade), quis experimentar a Mahamudra quando vi no Instagram os corpos secos e sarados de alguns adeptos. Depois de alongar e correr 1,5 km – o que faria mais uma vez, no final da aula–, repeti 25 vezes o burpee (mix de agachamento, flexão e salto vertical), além de atravessar várias vezes uma quadra com movimentos exaustivos que imitam crocodilos e minhocas. Não tinha forças para falar, mas podia ver Rita, de 48 anos, completar os exercícios feliz da vida, e ouvir Júlia, a coach ruiva, magra e definida – uma entre os oito do time de Cesar–, incentivando a turma aos berros.

 

Fonte: Vogue

Beleza e Moda