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Desodorante com alumínio faz mal?

Atualizado em: 08/11/2013

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Sol, praia, piscina, trabalho… Independente de como for passar o verão, é importante redobrar alguns cuidados com a saúde e beleza. Como usar protetores solares com fator de proteção mais alto, ingerir bastante água e reforçar o uso de desodorantes. E aí, entra em pauta a polêmica cada vez mais presente dos antitranspirantes com sais de alumínio na fórmula.



Veja na embalagem do seu produto favorito: hidróxido ou cloridróxido de alumínio são os principais ingredientes da maior parte do produtos comerciais à venda no mercado. E eles atuam diretamente nas glândulas sudoríparas, bloqueando a saída do suor e consequentemente a presença das bactérias que produzem o mau cheiro. 
Quanto mais potente o antitranspirante, mais alumínio ele contém.



Mas, afinal, a presença desse alumínio é nociva à saúde? Segundo a dermatologista Carla Vidal, não existe nada comprovado sobre o assunto, mas muitas pesquisas começam a apontar que, a longo prazo, o acúmulo de alumínio na pele pode fazer mal à saúde. Tudo porque o elemento, uma vez absorvido, não é eliminado do corpo. 
Além disso, por impedir a saída da transpiração, os antitranspirantes podem causar inflamações nos poros das axilas. 



Para quem se preocupa com o assunto, o mercado já oferece alternativas para substituir esses produtos. Além dos desodorantes sem sal de alumínio na fórmula, existem opções mais "caseirinhas", tipo conselho de vó, como o leite de magnésia ou bicarbonato de sódio – que não seguram o suor, mas tratam o odor. "Tanto o leite de magnésia quanto o bicarbonato funcionam como desodorante e agem nas bactérias que causam o mau cheiro nas axilas”, explica a doutora.


Outra alternativa, indicada para quem tem suor excessivo nas axilas, é a aplicação de botox. "O botox inibe os impulsos de suor nessas glândulas e o efeito dura de seis a oito meses", diz Carla. Outra vantagem desse método é que a cada aplicação a pessoa passa a transpirar menos na região, mesmo depois que o efeito do botox termina.



Também existem desodorantes manipulados, que são feitos por dermatologistas e não agridem o corpo. Opções saudáveis para evitar o suor ou odor nas axilas não faltam. Na dúvida, para que continuar usando produtos com alumínio?



ATUALIZAÇÃO



Via comentários, a ABAL (Associação Brasileira do Alumínio) deixa claro que, como dito na matéria, ainda não há uma comprovação científica final que associe o uso de alumínio a males da saúde. Veja o comunicado:




A Associação Brasileira do Alumínio informa não haver comprovação científica que associe o uso de antiperspirantes ao desenvolvimento de câncer de mama ou de qualquer espécie. O principal argumento para essa errônea associação deve-se ao fato de que uma grande proporção dos cânceres de mama foi observada no quadrante superior externo do seio, que fica perto da área onde esses cosméticos são aplicados. Um estudo de 2013, conduzido pela Universidade de Yale (EUA), concluiu que mulheres em tratamento radioterápico de câncer de mama podem utilizar com segurança antiperspirantes ou desodorantes que contenham sais de alumínio em sua composição. A segurança deve-se ao fato de que o alumínio não é classificado como substância carcinogênica pelo The International Agency on Research on Cancer (IARC) e, segundo dados fornecidos pelo Instituto Nacional de Câncer dos Estados Unidos, não foram mencionadas pesquisas que pudessem evidenciar tal correlação. A Food and Drug Administration (FDA), órgão que regulamenta, entre outros, o setor de produtos cosméticos, também indica que não existem evidências à teoria de que os ativos presentes em formulações de antitranspirantes ou desodorantes pudessem causar câncer, consequentemente, segundo o FDA, parece não haver embasamento científico para esta preocupação. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), por meio da Gerência Geral de Cosméticos constituiu subcomissão de trabalho, após avaliar essas informações, concluiu que, até o presente momento, não foram apresentados dados capazes de inferir a relação dos sais de alumínio e a incidência de câncer de mama; embora a abordagem sobre a absorção de sais de alumínio deva continuar na mira dos pesquisadores da área. A indústria do alumínio sempre assumiu uma atitude responsável perante as preocupações de saúde em relação ao alumínio. Todos os estudos ou links citados nesse posicionamento estão disponíveis no site da ABAL (www.abal.org.br). 

Fonte: Chic

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