Beleza e Moda

Cosmético ganha a preferência da mulher

Atualizado em: 03/07/2012

Os produtos de belezas estão ganhando ainda mais espaço na lista dos itens que não faltam no armário das mulheres. Pesquisa da Data Popular, consultoria de negócios que atua na produção de conteúdo e informações, mostra que atualmente de cada dez mulheres brasileiras cinco dão mais importância aos produtos de beleza do que davam no passado. A proporção cai para quatro quando o assunto é sapato e três se o tema for roupas. “O consumo de todos os itens relacionados à beleza está ligado à ida da mulher para o mercado de trabalho”, falou o sócio diretor da empresa, Renato Meirelles. Foram entrevistadas 15 mil consumidoras no primeiro trimestre de 2012 para o levantamento.

Emprego

O total de mulheres que trabalham com carteira assinada subiu de 11,3 milhões, em 2002, para 20,5 milhões em 2012, avanço de 81,8%. Meirelles explica que a maior parte das mulheres que pertencem à Classe C – elas já somam 55,2 milhões e representam 56% do total de trabalhadoras – tem profissões ligadas ao atendimento do público. Recepcionista, vendedora e representante de vendas são algumas das carreiras. “Por isso, ela quer mostrar um rosto alegre e confiante”, comentou o especialista. Além disso, sete em cada dez brasileiras (ou 37,1% do total) compram os cosméticos pelo menos duas vezes por mês. Os produtos mais procurados são os cremes para o corpo e tinturas de cabelo.

No entanto, batom e lápis nunca faltaram nas necessaires da mulherada. A novidade é que o foco está no consumo dos produtos mais sofisticados. “A mulher não quer só a base ou o batom. Ela quer um batom com protetor solar e um creme antirrugas”, falou o presidente do Polo de Cosméticos do Grande ABC, Renê Lopes Pedro.

Segundo Meirelles, do Data Popular, a maioria das consumidoras tem entre 30 e 35 anos – fase em que a fonte de renda é maior por conta da consolidação da profissional no mercado de trabalho.

A diretora comercial da Valmari Dermocosméticos, empresa localizada em Diadema e focada em produtos para o tratamento estético corporal e facial, Marluce Rosada, conta que a mulher acima dos 35 anos é a que mais consome os produtos da empresa. “Ela tem poder aquisitivo melhor e o potencial de consumo é elevado”. Isso porque são mulheres que usufruem de um mix maior de produtos, como cremes faciais, rejuvenescedores e corporais.

Vendas

As empresas da região que comercializam produtos de beleza registraram queda de 15% das vendas no primeiro semestre, de acordo com o presidente do Polo de Cosméticos do Grande ABC – entidade que representa as empresas de cosméticos, Renê Lopes Pedro. “Houve retração do mercado no geral, principalmente nos últimos dois meses. Por conta do endividamento (o Indicador do Serasa de Inadimplência do Consumidor registrou em maio a maior alta do ano), as pessoas deixam de lado o ‘dito’ superflúo”, falou Pedro.

No entanto, cosméticos mais sofisticados e específicos – como é o caso dos cremes para tratamento capilar – estão cada vez mais requisitados. O cenário, então, justifica o resultado positivo de algumas empresas do setor em relação a outras. “Tivemos clientes que registraram crescimento acima de 50%, por exemplo.

Além disso, não deixamos de receber os pedidos, mas o volume de demanda foi reduzido pela metade”, reiterou Lopes, que também é proprietário da indústria Embrati, que terceiriza cosméticos.

A diretora da Valmari Dermocosméticos, Marluce Rosado, conta que a empresa de Diadema registrou 30% de aumento das vendas no primeiro trimestre do ano. “É uma época em que a expectativa não é das melhores, já que é um momento em que as famílias estão pagando as contas de fim de ano, mas os números surpreenderam”. Segundo Lopes, a indústria e as empresas de cosméticos no Grande ABC devem reagir com melhores resultados no segundo semestre. “É sempre um período melhor, principalmente para as vendas de bens de consumo não-duráveis”, falou o presidente do Polo.Até agosto, o faturamento do setor deve se equiparar com o ano passado e os pedidos devem voltar a aquecer o mercado a partir de setembro. “A minha empresa especificamente deve fechar o ano com crescimento de 5%”, concluiu Lopes.

Qualidade

O resultado final do uso constante de um produto, ou seja, se a fórmula irá contribuir, por exemplo, para redução das celulites ou de rugas, é o que determina a compra dos produtos de beleza, segundo Marluce Rosada, diretora da Valmari Dermocosméticos.
Prova disso é que o levantamento do Data Popular aponta que 63,7% das mulheres entrevistadas olham mais a qualidade do que o preço na hora de comprar – apenas 3,5% observam apenas os preços.

As marcas já consolidadas e conhecidas por esse público também são levadas em conta na hora de pegar o produto na prateleira. Não à toa, a pesquisa aponta que 60,6% e 52,3% das entrevistadas respectivamente são fiéis as marcas de perfume e produtos de limpeza facial. Além disso os produtos que lideram o boca a boca na hora da compra são os de beleza com 68%, seguidos pelas lojas (51%) e as marcas de roupa (27%). A opinião de pessoas conhecidas, sejam parentes ou amigas, é levada em conta.

Diário do Grande ABC

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