Beleza e Moda

Bye-bye vasinhos

Atualizado em: 09/02/2014

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Cada dia que passa eu escuto mais meninas reclamando dos vasinhos que aparecem nas pernas e do quanto sentem-se cansadas de ficar o dia todo trabalhando sentada(quem não passa por isso, reclama de ficar muito tempo em pé). O que fazer pra amenizar? Conversei com o angiologista Dr. Antonio Silvio Prudêncio sobre o tema para esclarecer algumas dúvidas:

Petiscos: Quem trabalha muito tempo em pé ou sentada o dia todo, o que deve fazer para evitar problemas nas pernas e glúteos?
Dr. Antônio Silvio Prudêncio: Todas as pessoas que permanecem longos períodos imóveis em pé ou sentados, seja por trabalho ou longas viagens, devem atentar para o fato de que a imobilidade pode produzir complicações no sistema circulatório de retorno. Assim, medidas simples podem minimizar tais efeitos e prevenirem complicações sérias. Em quaisquer destas condições, é indicado adotar meias elásticas como hábito de vida, colocadas ao acordar, e retiradas ao término do dia de atividades. Tais meias têm hoje melhor aparência, são mais femininas, mais finas e climatizadas, podendo ser em compressões suaves, com 15 – 23 mmHg, ou conforme orientação médica se já existir a presença de varizes. Além destas, as plataformas ou apoio para os pés articuladas podem funcionar neste papel preventivo mantendo em uso a chamada “bomba muscular-plantar”, que é o permanente uso do movimento dos pés e da “barriga” da perna. Dentro do possível, estabelecer pequenos períodos de caminhada no próprio local à cada uma ou duas horas.

Petiscos: Mas quanto tempo eu devo andar e em que ritmo? Pois tem gente que não pode se ausentar por muito tempo.
Dr: As caminhadas são “normais”. São “andadinhas” sem muita intensidade no próprio local de trabalho, durante cerca de dez minutos, isso para pessoas que ficam muito tempo sem se movimentar. Já as pessoas que utilizam a plataforma flexível para os pés acabam movimentando um pouco mais, porque apesar dela ser utilizada para a ergonomia (postura adequada), ela também ajuda nos movimentos. Assim, o tempo de caminhada pode ser menor.

Petiscos: E para quem já tem vasinhos, como consigo tratá-los hoje em dia?
Dr: Para o tratamento de veias reticulares (azuis e finas) e dos vasinhos (telangectasias; avermelhados e mais finos), contamos hoje com recursos como: escleroterapia química convencional (“aplicação”), com uma gama maior de opções de medicações esclerosantes eficazes, induz a transformação com seu fechamento; a escleroterapia química com micro-espuma densa, é semelhante e com mesmo mecanismo de ação que a anterior, porém, utiliza a medicação transformada em espuma fina. Tem a vantagem de preencher melhor veias reticulares (calibre maior), e vasinhos em rede, potencializando o efeito e o tempo de resultado. Temos também a escleroterapia associada a radiofreqüência, em que a injeção de medicamento é associado à emissão de uma corrente elétrica quase imperceptível, que potencializa o efeito final da medicação, e alcança mais tipos de vasinhos atingidos, diminuindo a concentração de medicação necessária e o número de sessões para o tratamento, a crioescleroterapia, ou seja, utilizando a glicose hipertônica resfriada a baixíssima temperatura, tem também a intenção de potencializar o efeito final, diminuir as marcas naturais da sessão, e o número de sessões para o tratamento e a escleroterapia com Laser, que utiliza a energia intensa de um comprimento de onda de luz específico com afinidade pelo vasinho, levando-o também à sua desnaturação (transformação e fechamento). Para um tratamento completo apenas com Laser, pode exigir aplicação de diferentes tipos de comprimento de onda conforme a cor do vasinho, a profundidade destes na pele, tendo limitação para peles escuras ou bronzeadas. Não deixa de ser muito doloroso, exigindo métodos de resfriamento da pele simultâneos à sua aplicação.

Petiscos: Tem alguma contra-indicação?
Dr: Todos os métodos têm suas contra-indicações específicas que o médico considerará na consulta inicial. Muitas destas admitidas no passado, já foram afastadas e hoje não impedem o tratamento. As mulheres grávidas, ou em puerpério recente, não devem fazer, especialmente porque o quadro de modificações de veias durante a gravidez, ainda se acomodará ou até “regredirá” alguns meses após o parto. A radiofreqüência está contra-indicada em portadores de marca-passo cardíaco. O Laser trans-dérmico (para vasinhos através da pele ) tem limitações importantes para as peles escuras ou bronzeadas. Os pacientes diabéticos bem controlados podem submeter-se a alguns destes tratamentos de forma parcimoniosa, com criteriosa avaliação médica inicial, e acompanhamento estreito. Pacientes que já sofreram tromboses venosas, e usuários de medicaçõesanticoagulantes, devem ser muito particularmente considerados pelo médico antes de qualquer destes tratamentos.

 

Fonte: Julia Petit

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