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Empreendedoras criam loja para compartilhar vestidos de festa

Atualizado em: 29/04/2016

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Com a grande quantidade de festas para irem, e o gasto com roupas, as empreendedoras Amanda Corrêa, 29 anos, e a figurinista Luana Miranda, 31, tiveram espirito inovador e em criam lojas para as mulheres compartilharem os vestidos.

Em 2014, a publicitária Amanda Corrêa, 29 anos, e a figurinista Luana Miranda, 31, tiverem que comparecer em três casamentos seguidos. Para cada um, foi preciso comprar um vestido novo. “Isso pesou bastante no bolso”, diz Amanda. As cariocas explicam que fazem parte de um grupo de amigas formado por dez meninas. Após os casamentos, elas perceberam que tinham juntas 30 vestidos de festa caros que, por já terem sido usados, ficariam um bom tempo parados no armário.

Os casamentos começaram a se repetir em 2015, mas, dessa vez, em vez de comprarem novos vestidos, as dez amigas decidiram emprestar as peças entre si. Foi a partir daí que Amanda e Luana tiveram a ideia de compartilhamento de roupas de festa, que levou à criação da Mine4Tonight.

No modelo criado pelas empreendedores, qualquer mulher pode enviar um vestido de festa para ser alugado. Assim que chega no local, a peça é avaliada e recebe uma nota, que serve para determinar o preço do seu aluguel. Os valores vão de R$ 170 a R$ 540 e 35% do que é pago fica com a dona do vestido. “Os outros 65% são usados na lavagem do vestido, em pequenos reparos, nos custos do nosso espaço e no nosso lucro”, explica Amanda.

O negócio começou a ser estruturado em fevereiro de 2015. “Percebemos que esse tipo de comportamento de emprestar as roupas também se repetia entre outros grupos e pensamos em juntar isso tudo em um negócio, como se fosse uma espécie de armário da melhor amiga”, diz Amanda.

Durante cinco meses, Amanda e Luana estudaram o mercado de aluguel de vestidos e fizeram campanhas de divulgação nas redes sociais para conseguir aumentar o número de peças. “Quando tivemos a ideia, ficamos com receio das pessoas não terem interesse em emprestar suas roupas a estranhos. Mas depois percebemos que elas não eram tão apegadas assim às peças e até acham legal quando o vestido serve para outra menina”, explica Luana.

Em junho de 2015, a Mine4Tonight começou a operar com 110 vestidos. O espaço escolhido para o começo foi a cobertura da avó de Luana, “o que ajudou a diminuir muito os custos de investimento”, afirma a figurinista. Outro fator determinante foi o próprio modelo de economia compartilhada, que permitiu às cariocas abrirem um negócio de aluguel de vestidos sem terem que comprar peças para estoque.

A resposta do público foi boa e, nos três meses seguintes, as cariocas conseguiram atingir um faturamento mensal de R$ 4 mil, com uma média de dez vestidos alugados por mês. “Nós começamos a receber muitas peças de roupas e chegou uma hora que a cobertura da minha mãe estava pequena. Quando atingimos 150 peças, decidimos alugar um espaço, pois não dava para expor todas as roupas”, explica Luana.

Fonte: Grandes Empresas & Pequenos Negócios.

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