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Mostra reúne tesouros peruanos da era pré-Inca em Washington

Atualizado em: 02/05/2014

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Ao falar da história do Peru, uma das primeiras coisas que vêm à mente é a cultura inca, uma das mais famosas civilizações antigas da história da humanidade.
Mas o passado desta região não se resume aos incas – muito pelo contrário.
É o que prova a exposição “Peruvian Gold: Ancient Treasures Unearthed”, em cartaz no museu da National Geographic, em Washington, nos Estados Unidos.
A mostra reúne 98 objetos feitos de ouro, prata, cerâmica, pedra e tecidos para contar como surgiram e evoluíram sociedades complexas no Peru antigo antes dos incas, há 3.500 anos.

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O ouro como metáfora da riqueza e da complexidade das culturas pré-inca. Assim resume o arqueólogo Fredrik T. Hiebert a mostra da qual ele foi curador no museu da de National Geographic em Washington. Um dos objetos que serão exibidos até setembro é este vaso cerimonial da cultura Sicán.(Crédito: Cortesia do Museu do Banco Central de Reserva do Peru)

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O correspondente da BBC Mundo em Washington, Thomas Sparrow, percorreu a mostra ” Peruvian Gold: Ancient Treasures Unearthed” com Hiebert, que explicou a historia e a importância de cada um dos 98 objetos. Nesta imagem, está o que talvez seja o item mais impressionante de todos: trata-se, segundo a National Geographic, do maior enfeite de cabeça pré-colombiano já encontrado. (Crédito: Rafael Rioja)

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É a primeira vez que o artefato é exibido nos Estados Unidos desde que foi descoberto em 1991. A mostra pretende mostrar como surgiram sociedades complexas no Perú antigo muito antes dos incas. A riqueza de recursos naturais permitiu a elas desenvolverem uma arquitetura e uma estrutura social sofisticadas. Diversas culturas dominaram a região em diferentes épocas desde 3.500 anos atrás. (Crédito: Rafael Rioja)

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Outro objeto da exposição é esta máscara funerária que acredita-se representar uma divindade. Máscaras como esta serviam para identificar os mortos de classes sociais mais altas. Acreditava-se que elas ajudavam na transição entre o mundo dos vivos e dos mortos. Este processo era importante para toda a comunidade. (Crédito: Carlos Rojas e Daniel Giannoni)

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Hiebert explica que o Perú tem feito um bom trabalho para tornar a cultura inca conhecida. Ao mostrar objetos pré-inca, a mostra pretende ir além. “Isso permite que as pessoas entendam que existe um extraordinária profundidade temporal das culturas desta região do mundo”, afirma Hiebert. Na imagem, um enfeite feito com dois tipos de metais diferentes. (Crédito: Cortesia do Museu do Banco Central de Reserva do Peru)

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No mundo pré-inca, os objetos com contas tinham muito valor por causa do tempo e cuidado que sua fabricação requeria. Este é um enfeito peitoral de oro da cultura moche, com milhares de contas turquezas. Além do outro e de pedrarias, os itens da mostra são feitos de cerâmica, pedra, prata e tecidos. (Crédito: Joaquin Rubio)

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A exposição não foi organizada de modo cronológico, mas por temas, com seções dedicadas aos rituais, ao artesanato e à iconografia. O objetivo é mostrar a continuidade cultural ao longo do tempo. Como não havia uma linguagem escrita, a arqueologia tem um papel importante para que seja possível entender como estas civilizações evoluíram e funcionavam. Na imagem, um dos objetos favoritos de Hiebert: uma tiara moche que traz um guerreiro cercado por animais sobrenaturais. (Crédito: Joaquin Rubio)

Fonte:BBC

 

 

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