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Henri Cartier-Bresson ganha megaexposição em Paris

Atualizado em: 05/03/2014

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“Inventor do fotojornalismo” ou “pai da fotografia artística associada ao jornalismo”, o francês Henri Cartier-Bresson (1908-2004) ganhou, em Paris, uma megaexposição que registra trabalhos de todas as fases de seu trabalho.
A carreira de mais de 50 anos foi mostrada em 500 imagens, como as que estão acima, selecionadas pelos curadores da mostra.
Segundo Agnès Sire, diretora da Fundação Cartier-Bresson, que cede boa parte das obras em exibição, o conceito de “inventor do fotojornalismo” não era algo que agradava o artista.
“Ele não ficava feliz com essa caracterização. Preferia ser chamado de fotógrafo, de alguém que produzia imagens em sua essência, não o jornalismo”, disse.
Apesar de não gostar de ser chamado de inventor do fotojornalimo, o francês fundou nos anos 1940 a famosa agência Magnum – junto com os também premiados Robert Cappa, David Seymour, George Rodger e William Vandivert, que se notabilizou pelo conceito de agência fotográfica e pela força das imagens de conflitos de guerra, temas sociais e políticos. A agência existe até hoje.
A mostra no Centre Pompidou mostra todas as fases da produção do artista, incluindo registros da Guerra Civil Espanhola e da Segunda Guerra Mundial, a “descolonização” da África francesa, os movimentos estudantis na França de maio de 1968 e a Guerra Fria. A exposição segue em cartaz até 9 de junho.
Considerado um dos mais importantes fotógrafos do século 20 e o mais influente de todos. O pai do fotojornalismo moderno, nasceu em 1908, em Chanteloupe, na França, e morreu em 2004. Sua fotografia foi influenciada pelo húngaro André Kertész. Bresson teve inúmeros discípulos, que também se tornariam lendas da fotografia, entre eles Robert Doisneau, Willy Ronis e Edouard Boubat.
Suas fotografias estamparam as revistas mais importantes e famosas do mundo como “Life”, “Vogue” e “Harper’s Bazaar”. Foi ele quem fotografou os últimos dias de Ghandi, além de ser autor de uma extensa galeria de fotografias icônicas, entre elas de Pablo Picasso, Braque, Alberto Giacometti, Henri Matisse, Paul Claudel, Paul Valéry, Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir e Albert Camus.
Foi também o primeiro fotógrafo da Europa Ocidental a registrar a vida na União Soviética de maneira livre. O jornalista Truman Capote o descreveu como um homem apaixonado pelo seu ofício: “Ele dançava na calçada como uma libélula inquieta, três grandes Leica penduradas ao pescoço, a quarta colada ao olho, tac-tac-tac, disparando cliques com uma intensa alegria e uma concentração religiosa de todo o seu ser. Nervoso e alegre, dedicado ao seu ofício, Cartier-Bresson é um homem solitário no plano da arte, uma espécie de fanático”.
Veja algumas de suas obras:

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Fonte:BBC/R7

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